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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Goleada ameaça modelo de jogo do Inter e amplia crise com cobranças internas a Ramírez

 

Direção reconhece que Inter parou de evoluir e precisa mudar panorama com urgência após derrota por 5 a 1 para o Fortaleza.

Após passar "vergonha" no domingo com a goleada por 5 a 1 sofrida para o Fortaleza, o Inter se prepara para viver a segunda-feira e os próximos dias imerso em uma análise profunda no Beira-Rio. O resultado no Castelão estremeceu o vestiário colorado e colocou em xeque o modelo de jogo de Miguel Ángel Ramírez.

Alguns bons minutos depois da partida, o vice de futebol João Patrício Herrmann foi aos microfones para respaldar o trabalho e bancar a permanência do treinador no clube. O respaldo ao técnico faz parte de um discurso recorrente da diretoria.

Conforme apurado pelo ge, a saída do técnico nunca esteve em pauta entre a diretoria até aqui. Mas Ramírez convive com o maior momento de turbulência em três meses de Inter. E as correntes por uma mudança no comando ganham cada vez mais força nos bastidores do clube.

A fala do vice de futebol evidenciou também uma onda de cobranças internas por correções urgentes nos rumos do trabalho para a sequência da temporada. As mudanças devem ocorrer no modelo de jogo e também com saídas e chegadas no elenco. Sintomas de que a equipe não consegue render o esperado dentro da proposta e dos conceitos de Ramírez até aqui.

O ge ouviu de mais de uma fonte que parte dos jogadores está descontente com o andamento do trabalho e vem perdendo confiança no modelo de jogo. Os atletas se mantêm comprometidos com o treinador. Mas há a percepção de que a equipe executa o que é treinado. Mas isto não se traduz em resultados nas partidas.

Tudo isso se refletiu em um dia 6 de junho que dificilmente será esquecido pelos colorados. Totalmente envolvido pelo Fortaleza, o Inter foi atropelado por 5 a 1 no Castelão.

Após a partida, nenhum atleta quis se manifestar. O elenco adotou silêncio, e coube ao vice de futebol João Patrício Herrmann dar as explicações sobre a "maior vergonha" que passou como dirigente.

O trabalho do Miguel tem ajustes a ser feito. Mas não acredito que ele seja inflexível, que não ouça o meio, atletas. As correções internas serão feitas. Já têm sido. Sentimos que este modelo parou de evoluir. Precisamos resolver o mais rápido e entender a cultura gaúcha de jogar futebol e do Inter.

Ainda em Fortaleza, houve uma reunião entre os jogadores com cobranças "fortes" para tentar encontrar soluções aos problemas. O planejamento para a partida, com preservações de titulares, desagradou. Foi um dos motivos de críticas e cobranças.

Mas o mais grave para a crise atual é a sensação geral de que o modelo de jogo atual parou não apenas de dar frutos, mas também estagnou. Não há evolução. E parece até o contrário: a equipe sofre nas partidas e tem apenas uma vitória nos últimos cinco jogos.

Tudo isso coloca em xeque os conceitos trabalhados até aqui. Ramírez até ensaiou uma mudança para um esquema com dois atacantes na referência, mas se manteve preso ao 4-3-3 como esquema de jogo padrão. Que não funciona para fazer a equipe "dar liga" dentro do modelo de jogo pretendido.

Ramírez no Inter

  • 10 vitórias
  • 4 empates
  • 6 derrotas
  • 38 gols feitos
  • 19 gols sofridos
  • 56,6% de aproveitamento

Nesta formatação, a equipe consegue executar o jogo de posição para controlar as ações das partidas. Mas isso se traduz apenas em posse de bola inofensiva, na intermediária defensiva. Bem distante do estilo ofensivo e propositivo pretendido na ruptura conduzida pelo treinador.

Outro ponto que merecerá discussões internas são as escolhas e mudanças constantes de escalação. Ele jamais repetiu uma formação inicial em 20 jogos comandados até aqui. Alguns atletas bastante utilizados podem perder espaço e até ser negociados. São casos de jogadores que “necessitem troca de ares”.

Ramírez precisa corresponder. O time está na zona de rebaixamento, em 17º, com apenas um ponto após duas rodadas. A chance de amenizar a crise é nesta quinta-feira, quando recebe o Vitória pela Copa do Brasil.

Como ganhou por 1 a 0 em Salvador, os gaúchos podem até empatar que se classificam às oitavas de final. Caso percam por um gol de diferença, a decisão será nos pênaltis. Derrota a partir de dois gols de diferença elimina o Inter.

 

Fonte: GE

 

 

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