Faltando 119 dias para a largada do Rally Ecológico Cuiabá 300 Anos a equipe técnica da Cronorally já iniciou os trabalhos de revisão do percurso. A revisão consiste em percorrer várias vezes os mesmos locais mapeados inicialmente via satélite e que posteriormente são verificados a cada indicação da planilha de navegação. Na categoria carros (4x4 e turismo) esse trabalho é desenvolvido pelo ex-piloto Haroldo Pires Martins, que é diretor técnico da prova.
“Quem participa de um rally pela primeira vez não tem a menor idéia do trabalho que dá para definir o percurso. Da largada ao ponto de chegada, do neutralizado ao local de plantio das mudas, por exemplo, é preciso revisar todas as referências da planilha várias vezes, inclusive aferindo distâncias e o tempo percorrido”, explicou Pires.
Nas motos esse trabalho também é feito por um experiente piloto, Douglas Braz, que, como Haroldo Pires, também já conquistou vários títulos e até participou de provas nacionais, como o Rally dos Sertões e internacionais como os Hard Enduro da Red Bull, na Europa.
“A trilha da moto é diferenciada! Se os carros seguem uma média mais lenta, por estradas vicinais, nas nossas categorias Master, Turismo e Over 40, as dificuldades são maiores para a navegação, porque se o piloto errar uma entrada, perde pontos e tem que acelerar para recuperar; isso sem falar nos obstáculos naturais que exigem um bom preparo físico. Já aviso, não vai ser moleza não!”, alertou Braz.
A cronometragem e apuração é feita pro André Godinho ‘Gut’, da Cronorally, com mais de 20 anos de experiência em rallys e precursor da tecnologia de cronometragem adotada pelas principais provas do país.
Esse trabalho de aferição do percurso deve durar pelo menos 90 dias. Após essa fase vem a preparação para a confirmação dos inscritos, largada, pontos de abastecimento, chegada e premiação.
O Rally Ecológico Cuiabá 300 Anos é uma realização da Prefeitura de Cuiabá e Cronorally, com apoio do Juvam, Batalhão da Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros, Ciopaer e patrocínio de Toyota, Via Láctea, Orion Veículos, Sena Pneus, Bridgestone, Honda, Moto Raça Cuiabana, CDL, Sindipetróleo, Skivo, Lojas Tonon, Postos Morada e Elitte Comunicação.
História
O Rally Ecológico do Brasil foi criado em 2002 por um grupo de desportistas off-road, formado por Luiz Galvan (ex-vice-presidente da Federação de Automobilismo de Mato Grosso); Jamil Farias, o piloto Márcio Henrique de Souza, Marcos Meireles e Eremi Verona. No primeiro ano – com percurso de dois dias, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães - o evento teve a participação e 60 equipes (carros e motos), e, gradativamente o número de inscritos foi crescendo, até o Ecológico se tornar o segundo maior rally de regularidade do País, com 600 participantes, nas categorias 4x4 master, novatos, turismo, motos máster e novatos e quadriciclos.
Durante 10 anos a prova marcou época com algumas inéditas, como o primeiro rally a montar um ‘Prólogo’, onde os veículos eram exibidos ao público, na noite anterior á largada. O Ecológico percorreu trilhas nas cidades de Juscimeira, Jaciara, Campo Verde, Dom Aquino, Rondonópolis, Chapada dos Guimarães, Cáceres e Nobres, plantando 5 mil mudas de árvores nativas e distribuindo 20 toneladas de alimentos aos mais necessitados. Como evento pioneiro, o Ecológico revelou centenas de pilotos e navegadores; muitos dos quais competem atualmente com sucesso em eventos nacionais, como o atual campeão brasileiro Máster de Rally de Regularidade, Olair Fagundes.
O que é Rally de Regularidade ?
Rally de Regularidade é uma prova automobilística na qual o objetivo da equipe, piloto e navegador, é seguir o trajeto determinado pela organização, através de uma planilha (mapa), mantendo médias horárias pré-estabelecidas. Normalmente é realizada em estradas não pavimentadas e trilhas em fazendas fechadas para o evento.
Mesmo sendo uma competição com a participação de vários veículos não há disputa direta de posições entre os competidores. A largada ocorre de 1 em 1 minuto e normalmente não ocorrem ultrapassagens durante a prova pois todas as equipes devem manter a mesma velocidade. As equipes competem contra sua própria capacidade de manter as médias horárias e o caminho correto.
As médias variam no decorrer da prova e são compatíveis com o terreno onde a prova se desenvolve e categoria dos competidores. As médias impostas em trechos perigosos são bem reduzidas ou limitadas por radar sujeitando as equipes a penalizações. Tudo para manter a segurança e integridade dos competidores.
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