Programa Segundo Tempo (PST) está de volta, unindo esporte e educação como um direito de todos os brasileiros. O Ministério do Esporte lança as diretrizes da iniciativa para o triênio 2023-2026, tanto da vertente padrão, quanto da Universitária. A divulgação do edital de participação será dia 25 de maio, na reunião do Conselho Nacional do Esporte. As formas de acesso ao programa são por meio de edital público ou como projeto-piloto da Rede Nacional de Desenvolvimento do Esporte ou por emendas parlamentares.
“É com muita satisfação que lançamos o edital do Segundo Tempo. Um programa referência da política de esporte no Brasil que volta para ampliar o acesso de crianças e jovens à prática esportiva. Esse é mais um importante passo na retomada do MEsp”, declarou a ministra Ana Moser.
O Segundo Tempo funciona com a implementação de núcleos esportivos viabilizados por parcerias entre o Ministério do Esporte e governos estaduais, municipais, do Distrito Federal e organizações da sociedade civil. A expectativa para esse novo ciclo é que se estabeleçam 95 núcleos no total, que poderão atender, inicialmente, cerca de 10 mil estudantes e gerar emprego para cerca de 180 professores e monitores de educação física e esporte.
As novas diretrizes do programa permeiam a democratização do acesso da população a esporte e lazer de qualidade, a diminuição da vulnerabilidade social, da evasão escolar e universitária, além da promoção da inclusão e do respeito às questões de gênero, orientação sexual, raça, etnia e religião.
A diretora de Esporte Educacional da Secretaria Nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social, Cássia Damiani, falou sobre o retorno do programa, que completou duas décadas de existência, e seus objetivos renovados, como democratizar o acesso e a cultura do esporte. “Estamos retomando o Segundo Tempo, e vamos trabalhar para o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens. A ideia é promover a formação da cidadania e melhorar a qualidade de vida, em especial para aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social”, disse.
O público do programa na versão padrão engloba crianças, adolescentes, jovens e adultos com faixa etária a partir de seis anos de idade, prioritariamente estudantes matriculados na educação básica nas escolas públicas e expostos a riscos sociais. Já o foco da versão universitária são estudantes de graduação.
As duas vertentes do Segundo Tempo também farão parte das parcerias estabelecidas na implantação da Rede Nacional de Desenvolvimento do Esporte, como com instituições públicas e entidades privadas, e buscarão atuar no enfrentamento das desigualdades territoriais e da equidade no atendimento regional.
Os eixos gerais de atuação do programa são: acesso a práticas corporais, atividades físicas e esporte; formação de trabalhadores, monitores e gestores; e fomento e difusão de conhecimento no campo do esporte educacional (escolar e universitário). Várias modalidades são oferecidas, entre elas futsal, handebol, atletismo e natação. Elas podem ser individuais ou coletivas, e dependem da disponibilidade dos recursos.
O cronograma de execução do programa será de até 24 meses, sendo seis meses de estruturação, 17 meses de execução/atendimento e um mês de recesso. O início das atividades deve priorizar o calendário letivo. O Segundo Tempo também é parceiro de programas como Mais Educação, Escola Aberta, Mais Cultura, Pronasci e Juventude Viva, entre outros.
Fonte: Assesssoria ME
