Medalha de prata em Londres, Romário Marques representa Mato Grosso nas Paralímpiadas de Tóquio - Na Cara do Gol MT

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sexta-feira, 9 de julho de 2021

Medalha de prata em Londres, Romário Marques representa Mato Grosso nas Paralímpiadas de Tóquio

 


Jogador de goalball já conquistou duas medalhas nos Jogos Paralímpicos e ajudou a Seleção Brasileira a ser bicampeã mundial na modalidade.

Integrante da Seleção Brasileira masculina de goalball desde 2007, Romário Marques vai disputar a quarta Paralimpíadas, desta vez, representando Cuiabá. Natural de Natal-RN, atualmente o jogador compõe a equipe do Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT). O experiente atleta bateu na trave nos Jogos Paralímpicos de 2012, em Londres, ajudando na conquista da medalha de prata. Agora, o objetivo é alcançar o sonhado ouro em Tóquio, com uma equipe que chega forte para disputar o título.

Romário já nasceu envolvido com o esporte. O nome é uma homenagem ao craque campeão da Copa do Mundo com o Brasil em 1994, graças à idolatria de seu pai pelo ‘baixinho’. Pela seleção de goalball, Romário já participou das Paralímpiadas de Pequim 2008, foi prata em Londres 2012 e conquistou o bronze no Rio de Janeiro em 2016. No currículo, o atleta ainda tem o bicampeonato mundial na modalidade e ajudou o país a ser tricampeão Parapan-Americano.

É uma satisfação imensa representar nossa pátria e agora Mato Grosso nos Jogos Paralímpicos. Isso é a realização de um sonho de qualquer atleta. A nossa equipe está bem focada, ainda não temos esse ouro e é o que falta entre as conquistas. Se Deus quiser e com muita união do grupo vamos alcançar esse tão sonhado objetivo”, destacou Romário.

Aos 31 anos, Romário é um dos atletas mais experientes da Seleção Brasileira. O goalball surgiu em sua vida em 2005 e, dois anos depois, o versátil jogador já integrava o time que representa o país na modalidade. Em razão da pandemia de Covid-19, as competições foram paralisadas, mas o elenco se encontra a cada 15 dias, em São Paulo, para realizar treinamentos em conjunto, visando a preparação e o entrosamento para disputar os Jogos.

Temos uma equipe forte para conseguir esse título. Já ficamos com a prata em 2012 e o bronze em 2016. Estamos muito focados em conseguir, enfim, o ouro. Sabemos que é difícil por ser um ano atípico. Mas os treinamentos estão intensos. Nos encontramos a cada duas semanas, com todo o apoio e suporte do Comitê Paralímpico para desenvolver o nosso trabalho. Se Deus quiser e com muito esforço vamos atrás dessa medalha”, afirmou.

O atleta integra a equipe do ICEMAT dede janeiro deste ano. Como a pandemia impede a realização de competições, Romário treina na modalidade online e pratica a parte física na academia do Instituto.

A estrutura do ICEMAT é boa, com quadra e equipamentos. Hoje em dia é uma coisa difícil encontrar uma instituição com uma quadra adequada para nós atletas de goalball treinarmos. Algumas coisas precisam ser melhoradas, mas com toda a experiência que eu tenho no processo, vejo que a estrutura lá é boa para a preparação”, pontuou.

Romário destaca que é um jogador polivalente e está em transição para jogar como pivô. Em sua trajetória de 14 anos na Seleção, ele atuou como ala, mas com a experiência adquirida, passa para a posição que orquestra os movimentos da equipe.

Por ser versátil, consigo jogar nas três posições. O pivô é quem tem mais responsabilidade em quadra, como se fosse o capitão do time e quem comanda o jogo”, explicou.

O embarque para disputar os Jogos Paralímpicos de Tóquio acontece no dia 5 de agosto. A cerimônia de abertura na capital japonesa está marcada para o dia 24 do mesmo mês. O Brasil irá competir em 20 das 22 modalidades que compõe o programa. Além de Romário, o elenco Seleção Brasileira masculina de goalball tem como convocados: Alex “Labrador”, Emerson da Silva, José Roberto Ferreira, Parazinho e Leomon Moreno.

 

 

 

Por: Gabriel Barros / Olhar Esportivo

 

 


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