O Corinthians jogou até para fazer mais, mas o 2 a 0
conquistado na noite desta quinta-feira, diante do Montevideo Wanderers, na
Arena Corinthians, deixa o time em boa condição para avançar às quartas de
final da Copa Sul-Americana. O resultado foi construído com gols de Clayson e
Pedrinho, um em cada tempo, ambos em meio a uma série de chances perdidas pelo
ataque alvinegro.
Com o resultado, o Timão pode até perder no jogo da
volta, no dia 1º de agosto, quinta-feira, no Parque Central, em Montevidéu, no
Uruguai. Os charrúas necessitam ao menos devolver o 2 a 0 para levar a decisão
aos pênaltis. Caso o clube paulista marque um gol, os uruguaios precisaram
fazer quatro para avançar.
Os comandados de Fábio Carille agora voltam as suas
atenções ao Campeonato Brasileiro, que reserva como compromisso o embate contra
o Fortaleza, no domingo, às 19h (de Brasília), no Ceará. No torneio nacional, o
Alvinegro é o décimo colocado, com 16 pontos conquistados.
O Corinthians mostrou a postura que o torcedor queria ver
desde o começo na partida contra o Wanderers, pressionando a saída de bola do
time adversário e apostando em um jogo de troca de passes para chegar ao gol.
Uma bola recuperada no meio por Júnior Urso e enfiada para Vagner Love quase
resultou no gol logo de cara, mas o camisa 9 chutou cruzado para fora ao
invadir a área uruguaia.
O mesmo Love teve outra chance pouco depois ao receber
passe de Gabriel na entrada da área e, de letra, acionar Sornoza. O equatoriano
percebeu a movimentação do companheiro e tocou para trás, mas a bola saiu um
pouco fora do lugar, com Love chutando por cima do gol. Aos 20, mais uma vez ao
receber bom passe, agora de Pedrinho, Love resolveu ser ele o assistente: passe
para Clayson, na marca do pênalti, chutar no canto e abrir o placar.
O Wanderers entrou no jogo mais nos embates físicos no
meio-campo do que no seu desejado jogo por baixo, mas ao menos conseguiu
incomodar até o intervalo. Com alguns entreveros entre os atletas e sustos
alvinegros na saída de bola, o time visitante ainda conseguiu uma finalização
perigosa de Albarracín, exigindo defesa segura de Cássio. O lance, porém, foi
parado por impedimento na sequência.
O segundo tempo começou com a mesma intensidade corintiana
do começo da partida, apostando na marcação pressão para roubar a bola no campo
de ataque e construir chances. A primeira de maior perigo veio quando Sornoza
recebeu na área e recuou para Vagner Love. O atacante ajeitou para o pé direito
e chutou colocado, por cima do gol. Pouco depois, em bola alçada na área,
Pedrinho se precipitou e tentou uma bicicleta, tirando a redonda de um Love
livre de marcação.
Carille resolveu mandar o time para frente, sacou Gabriel
e Sornoza e apostou na entrada de Jadson e Mateus Vital. A dupla conseguiu
produzir alguns lances ofensivos, os melhores em chutes da entrada da área de
Vital, mas também deixou o time mais desguarnecido. Em uma rara escapada, Bravo
conseguiu espaço para chutar e exigir uma boa defesa de Cássio. Foi a senha
para a última cartada do treinador: Boselli na vaga de Clayson.
Com o argentino na área, Fagner alçou bola na segunda
trave, ele disputou com a zaga e a redonda ficou com Mateus Vital. O meia rolou
para Jadson, que acionou Pedrinho, na entrada da área. Mesmo desequilibrado, o
canhoto conseguiu acertar bom chute no canto para fazer 2 a 0. Ainda antes do
fim, Love teve chance cara a cara pelo terceiro após passe de Júnior Urso, mas
chutou em cima do goleiro Arruabarrena.
Gazeta Esportiva
