A elite da arbitragem brasileira esteve presente no
auditório da sede da CBF para a cerimônia de entrega das insígnias da FIFA, na
manhã desta quinta-feira (16). Dos 28 árbitros e assistentes, Rodolpho Toski,
Deborah Correia, Rejane Caetano, Wagner Magalhães e Wagner Reway, além do
assistente Danilo Simon Manis, passam a integrar o quadro da entidade máxima do
futebol. Os demais tiveram o vínculo renovado com a entidade máxima do futebol.
O evento encerrou o ciclo de atividades do Treinamento para Árbitros de Elite,
realizado desde a última terça-feira (14), no Rio de Janeiro.
Sandro Ricci, Emerson de Carvalho, Marcelo Van Gasse e Luiz
Flávio de Oliveira não estiveram presentes. Por causa de compromissos pela Copa
Libertadores da América, na Colômbia, o quarteto recebeu as insígnias na última
terça-feira (14).
No evento desta quinta-feira, os árbitros receberam as
insígnias da FIFA das mãos do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. O
dirigente parabenizou os profissionais e falou sobre as particularidades do
ofício.
– É um dia de festa, comemoração. Temos novos árbitros na
FIFA. Sei que e a profissão mais difícil do mundo. Enquanto um juiz de direito
fica um ou dois anos para dar uma sentença, para, estuda… Vocês não, tem que
definir a questão num linear de segundo. Mas, estamos dando todas as condições
e quero que em 2017 a arbitragem brasileira seja a melhor do planeta! –
afirmou.
Antes da entrega das insígnias, os profissionais exibiram
vídeos com recomendações aos árbitros e assistentes. Os temas foram controle de
jogo, interpretação de bola na mão, comemoração de gol (invasão de integrantes
do banco de reserva no campo e proximidade com a torcida), reclamação excessiva
e ofensa ao trio de arbitragem, gandulas e posicionamento do árbitro em campo.
O objetivo das recomendações é passar uma uniformidade aos
árbitros e assistentes. Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Marcos
Marinho, explicou as formas e ferramentas que serão utilizadas para que a padronização
seja alcançada.
– A ideia desse curso dos Árbitros de Elite é buscar um
padrão para a arbitragem brasileira. Eles têm de criar uma identidade. Com a
aproximação de critérios, conduta, controle de jogo... Mostrar como isso tem
que ser feito para os demais componentes do quadro ao longo do ano. Eles serão
a referência. Isso foi colocado para eles, se reuniram, conversaram bastante. E
a atuação deles não pode destoar sendo FIFA. Todos tem de ter a mesma linguagem
e a mesma postura. Objetivo é uma padronização. Estaremos acompanhando isso,
monitorando isso, estamos implantando um novo tipo de relatório de desempenho,
que vai apontar melhor os desvios e reforçar as qualidades dos árbitro, é
imediato, em no máximo 48 horas eles estarão recebendo e acho que isso é o que
estava faltando para a gente buscar aquela uniformidade. Espero que no final do
ano a gente possa colher bons resultados do que estamos plantando hoje –
destacou.
Cláudio Vinícius Cerdeira, membro da Comissão de Arbitragem
da CBF, explica que a ideia é que árbitros e assistentes brasileiros tenham uma
postura mais firme. Cerdeira detalha as recomendações passadas no Treinamento
para Árbitros de Elite.
– Passamos diversas recomendações aos árbitros. As
recomendações técnicas, como mão na bola, proximidade, lateralidade, observar
as jogadas.Vimos uma coisa que vem acontecendo: jogadores do banco de reservas
que entram no intervalo ou ao final da partida para pressionar o árbitro.
Queremos coibir isso. Foi um dos assuntos tratados nesta
conversa. A comemoração de gol exagerada, agarra-agarra... E a participação
ativa do trabalho em equipe. Assistentes participando muito, quarto árbitro
também... Trabalho em equipe. Quanto mais pessoas puderem observar os lances,
melhor para a arbitragem e melhor para o futebol. Estamos batendo muito nesta
tecla para os assistentes participarem bastante... Hoje já há uma comunicação
muito boa, contato direto entre árbitro e assistentes, teremos a volta dos
árbitros adicionais e formaremos uma equipe de seis árbitros em todos os jogos
na Série A e vamos exigir essa comunicação, o trabalho em equipe deles. É o
nosso foco – acrescentou.
Árbitros FIFA:
Anderson Daronco (RS)
Deborah Correia (PE)
Dewson Freitas (PA)
Edina Batista (PR)
Raphael Claus (SP)
Regildenia de Holanda (SP)
Rejane Caetano (RJ)
Ricardo Marques (MG)
Rodolpho Toski (PR)
Wagner Magalhães (RJ)
Wagner Reway (MT)
Wilton Sampaio (GO)
Árbitros assistentes:
Alessandro Álvaro Rocha (BA)
Bruno Boschilia (PR)
Bruno Pires (GO)
Danilo Simon Manis (SP)
Fabrício Vilarinho (GO)
Guilherme Camilo (MG)
Kléber Gil (SC)
Nadine Bastos (SC)
Neuza Back (SC)
Marcia Bezerra (RO)
Rodrigo Corrêa (RJ)
Tatiane Camargo (SP)
O evento foi comandado pelo presidente da Comissão Nacional
de Arbitragem, Marcos Marinho, o vice-presidente, Alício Pena Júnior, o diretor
técnico da Escola Nacional de Arbitragem (ENAF), Manoel Serapião Filho, e
coordenador do Projeto de Desenvolvimento e Implementação do árbitro de vídeo,
Sérgio Corrêa.
Fonte: FuteboL MT
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