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Pacotão do vôlei: Brasil vai do céu ao inferno contra Itália e escancara falhas

Time comandado pelo técnico Bernardinho começa bem, mas cai nos próprios erros de ataque e vê italianos crescerem no Maracanãzinho. Final: 3 a 1 para os rivais.

Quem desligou a televisão no fim do primeiro set do jogo contra a Itália pensou que o Brasil não teria grandes dificuldades para confirmar a vitória. Afinal, o time brasileiro de vôlei masculino fechou em 25 a 23 e chegou a ser superior ao adversário. O problema é que parece ter sido apenas uma ilusão, já que nos sets seguintes a situação foi bem diferente. Quanto mais o tempo passava, mais piorava. 
Nem mesmo a união e a vibração dos jogadores do Brasil foi suficiente diante da líder do grupo A da Olimpíada, agora com 12 pontos - os donos da casa têm seis, empatados com Estados Unidos, Canadá e França. No começo, esses dois importantes detalhes ainda ajudaram a equipe comandada pelo técnico Bernardinho a se sair melhor do que os italianos, mas não o suficiente para mantê-la no posto até o fim. Até que a Itália venceu por 3 a 1 no Maracanãzinho e escancarou alguns problemas brasileiros. 
Se teve uma coisa que não faltou ao Brasil, principalmente nos sets iniciais, foi união. Os jogadores, principalmente o líbero Serginho, vibravam bastante com os pontos que faziam e chamavam a torcida. Em diversos momentos, por exemplo, eles se uniam para assistir juntos aos pedidos de desafio.
Com o passar do jogo, porém, parece que o time brasileiro foi “murchando” e perdendo um pouco a cabeça. Tanto que, no último set, perdeu por 25 a 15 e deu diversos sinais de fraqueza diante da Itália. 
Apesar de ter conseguido vencer o primeiro set e equilibrado outros dois, o Brasil pecou demais no ataque – os próprios jogadores reconheceram isso após a partida. Se a defesa conseguia evitar pontos italianos, na frente o bom desempenho não era repetido. A Itália conseguiu marcar o oposto Wallace e o ponteiro Lucarelli e tirou as alternativas dos donos da casa.
O que mais dificultou o Brasil foram as faltas de opções pelo meio. A seleção apostou muito pouco em jogadas com os centrais e facilitou a defesa do time europeu.
Se no ataque a equipe comandada pelo técnico Bernardinho ia mal, na defesa era um pouco diferente. Com Lipe no fundo de quadra salvando diversos pontos italianos, o Brasil conseguiu segurar a força ofensiva do adversário até o terceiro set. Depois disso, toda a raça e a união que serviam como diferenciais diante da forte seleção italiana foram se esgotando.
Por isso, no quarto set, com o ataque ainda em baixa e a defesa já baleada, os brasileiros viraram presa fácil. 
Com o ataque muito bem marcado pela seleção italiana, Lucarelli tentou encontrar alternativas para ajudar o Brasil. Uma delas foi apostar em largadinhas ou jogadas com menos força e mais categoria no fundo de quadra (como no vídeo acima). Nos primeiros sets, elas deram certo. O problema é que os adversários logo perceberam a estratégia e passaram a marcá-la bem. Isso atrapalhou ainda mais o time comandado por Bernardinho.

Fonte:GeMT

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