O sonho do Athletico Paranaense na Libertadores da
América 2019 chegou ao fim. O time rubro-negro, com uma atuação abaixo da
esperada, perdeu para o Boca Juniors por 2 a 0, pela segunda partida das oitavas
de final, na Bombonera, em Buenos Aires, e foi eliminado. No jogo de ida,
vitória argentina na Arena da Baixada, por 1 a 0.
Depois de desperdiçar um caminhão de gols no primeiro
tempo, a equipe xeneize chegou ao gol aos 12 minutos da etapa final, com Ábila
ganhando da defesa e fuzilando para a rede. Salvio, nos acréscimos, fechou a
contagem.
Na próxima fase, as quartas de final da competição, o
Boca Juniores enfrenta a LDU, do Equador. O Athletico deve focar agora a Copa
do Brasil como prioridade e o Campeonato Brasileiro.
O jogo – Já no pontapé inicial os argentinos chegaram na
área athleticana, mas Ábila não conseguiu o domínio antes do arremate. O Furacão
parecia nervoso, errando na saída de bola. Aos três minutos, Zárate recebeu na
cara do gol e Wellington apareceu para travar e salvar. O árbitro, entretanto,
marcou impedimento na jogada. Nikão tentou responder para acalmar, com um chute
de longe, por cima da meta.
O clima começou a esquentar, com entradas mais fortes dos
jogadores do Boca. O árbitro não economizava os cartões. Aos 11 minutos,
Capaldo pegou bonito na bola na entrada da área e Santos praticou a defesa,
cedendo o escanteio. O Rubro-Negro seguia com dificuldade para sair do campo de
defesa. Às 15 minutas, ótimo lançamento para Ábila, que serviu para Nandez que,
sem goleiro, chutou em cima de Márcio Azevedo, que salvou em um lance
inacreditável.
Nandez aproveitou sobra de bola, aos 17 minutos, e chutou
no cantinho para defesa de Santos. Mais uma vez a equipe xeneize chegou no
ataque, aos 21 minutos, e MacAllister chutou cruzado, direto pela linha de
fundo. A disputa ficou um pouco mais equilibrada, com os brasileiros saindo
mais para o jogo. Confusão total na área athleticana, aos 35 minutos, após
cobrança de escanteio, a bola passou duas vezes por cima da linha antes de ser
afastada. Aos 42 minutos, Zárate cobrou falta, Ábila chegou desviando e mandou
para fora. O Boca abusava na arte de perder gols. Aos 44 minutos, MacAllister,
de cabeça, parou em Santos.
Para a etapa final, as equipes retornaram com as mesmas
formações. Cirino saiu errado aos cinco minutos, e entrou para Ábila arrematar
por cima da meta. O jogo voltou mais truncada, com muita disputa de bola entre
as intermediárias. Até que, aos 12 minutos, lançamento para á Abila, que ganhou
da defesa e mandou um petardo para afundar a rede e abrir o placar.
O Furacão tentou responder logo na saída de bola, com
Marco Rúben, que recebeu em velocidade e bateu cruzado para defesa de Andrada.
Zárate entrou com facilidade no meio da defesa brasileira e chutou rasteiro,
aos 17 minutos, para defesa de Santos. Bruno Nazário cobrou falta fechada, aos
20 minutos, mas Léo Pereira não conseguiu o desvio em cheiro. O Furacão
trabalhava a bola, mas o relógio jogava contra.
Tabela argentina dentro da área, aos 32 minutos, e a bola
sobrou para MacAllister bater cruzado e ganhar escanteio. O técnico Tiago Nunes
colocou o Athletico todo no ataque, sem laterais de origem e cinco atacantes em
campo. Salvio entrou bem na partida e segurava o Boca no ataque. Desorganizado,
o Furacão sequer conseguia finalizar de longe e viu o sonho da conquista da
Libertadores ser mais uma vez adiado. Ainda deu tempo para, nos acréscimos, o
estreante Sálvio deixar sua marca.
Gazeta Esportiva (foto: Juan Mabromata/AFP)
