Tite falou em coletiva sobre as expectativas para o jogo e
as mudanças no elenco que irá enfrentar o Paraguai nesta quinta-feira.
Em 39 jogos pela Seleção Brasileira, Tite sofreu apenas duas
derrotas. Em ambas, contra Bélgica (Copa do Mundo) e Argentina (amistoso),
Casemiro não estava presente, assim como ocorrerá nesta quinta-feira (27), para
os jogos das quartas de final da Copa América, diante do Paraguai, às 21h30, na
Arena do Grêmio. E o técnico definiu a ausência do volante como o "grande
desafio".
Para mudar essa estatística, a seleção
brasileira terá Allan na vaga do jogador do Real Madrid, suspenso. Houve a
confirmação do time titular em entrevista coletiva concedida nesta quarta (26)
à noite, na Arena do Grêmio.
"Fernandinho está fora do jogo. Quem joga é o Allan. Se
nós vencermos, se nós nos classificarmos, possivelmente ele vai estar pronto
para o jogo. O Fernando ia jogar em suas condições normais. Não estava nas suas
condições", disse. Tite ainda comentou que revelou à imprensa
sobre a titularidade de Allan para dar mais confiança ao atleta do Napoli.
Sobre o adversário da próxima noite, o comandante deixou o
seu alerta. "Jogo decisivo, margem de acerto tem que ser alta.
Características mentais têm que estar fortes, porque são jogos decisivos. Nível
de concentração altíssimo. Preparar para diferentes situações. Evolução da
equipe, saber absorver. Há muitos componentes".
Ao lado de Arthur e do auxiliar Cleber Xavier, Tite cravou
também que Everton, Roberto Firmino e Gabriel Jesus irão compor o ataque para
um jogo no qual, de acordo com o comandante, espera receber carinho dos
gremistas presentes.
"Gostaria de ter o carinho (da torcida) que eu tive
quando treinei o Grêmio. Ficaria muito orgulhoso".
Confira outros trechos da entrevista coletiva de Tite: DISPUTA
POR PÊNALTIS
"Nunca vou estar tranquilo em cobrança de pênalti. É
injusto a penalidade máxima. Personaliza sucesso ou fracasso. Marco Antônio
perdeu na final do Campeonato Brasileiro, ficou dois ou três dias fechado em
casa. Não queria encontrar com ninguém”. RISCOS CONTRA O PERU
"A gente sabe de todos os riscos que corremos contra o
Peru. E mostrei os riscos que corremos. Teve, sim, grande atuação. Mas nunca é
100% dominante. Estava 0 a 0 o jogo, e teve uma falta no lado. Se Marquinhos e
Thiago Silva não fazem a função, era uma jogada de gol. Nós sabíamos o perigo
que corríamos".
OPINIÃO SOBRE COUTINHO
"Quando vocês (da imprensa) comentaram sobre o
Coutinho, e colocaram que ele tem que armar, eu falei que é uma equipe que tem
que armar. Só ele? Tem mais. Vamos dividir um pouco as tarefas, diluir as
funções. Fizemos uma atuação muito boa, com criação sendo diluída para uma
série de jogadores. Ele é mais quieto, se é introvertido, mas quando a bola
rola, é outra linguagem. Não é de falar, é do gestual", finalizou o
técnico da seleção brasileira.
Fonte: Ig Esportes
