A luta do São Paulo continua: a equipe não vence há sete
jogos. Na noite desta quinta-feira, contra o Atlético, no Independência, pelo
Campeonato Brasileiro, as equipes ficaram no empate por 1 a 1, e, apesar da
ausência de triunfos do Tricolor, o resultado não pode ser considerado ruim
para os paulistas.
O grupo de Cuca começou perdendo o jogo. Ainda no primeiro
tempo, com a contribuição do VAR, o Atlético marcou o primeiro tento no
finalzinho da etapa inicial. Na volta do intervalo, o São Paulo conseguiu o
empate, mas em poucos momentos o Tricolor conseguiu ser superior. De fato, as
entradas no intervalo foram benéficas ao time paulista.
Com a igualdade, o São Paulo chega aos 14 pontos, na nona
colocação do Campeonato Brasileiro. Já o Atlético caiu para a quinta posição,
com 16 tentos.
Após a Copa América, o São Paulo receberá o Palmeiras, no
Morumbi, no domingo, 14 de julho. Já o Galo vai até Chapecó, no mesmo dia.
Primeiro tempo
O Atlético entrou em campo com uma formação sem o atacante
Ricardo Oliveira – que vive jejum de nove jogos sem um gol. O garoto
Alerrandro, por outro lado, pede passagem e conquistou a posição para tentar
contribuir com o Galo.
Do outro lado do campo o Atlético reencontrava um antigo
treinador. O técnico Cuca, hoje comanda o São Paulo, fez história com a camisa
alvinegra, conquistou a Libertadores e deixou a base pronta para também
comemorar o título do Brasileirão. Com todo esse histórico, Cuca conhece o
poder do Galo no Independência. Com isso, criou uma maneira de atrapalhar os
planos atleticanos.
O São Paulo pressionou o Galo, foi para o ataque, tentou
jogo nos primeiros minutos. Não teve uma postura fechada, esperando o Atlético,
querendo contra-ataques. A equipe atacou. E a estratégia funcionou nos
primeiros minutos. O clube da casa não esperava a postura paulista e se
assustou.
O Galo levou alguns minutos para entender a partida. Após os
10 minutos, o clube alvinegro passou a dominar o jogo. Viu o São Paulo perder
aquela intensidade inicial e dominou o meio-campo. O Tricolor ficou acuado e o
Galo partiu para cima.
Aos 16, em cruzamento na área, Igor Rabello conseguiu bom
desvio e a bola passou pelo lado direito de Volpi. No minuto seguinte, Patric
fez bela jogada individual e conseguiu escanteio para o Galo. A equipe preta e
branca passou a trocar passes no meio campo e ter a bola.
O Atlético tinha Cazares muito deslocado para a ponta
esquerda, mas que era o principal armador da equipe. Luan também contribuía na
armação, mas atrapalhava pelo ponto de vista de profundidade. Chará também não
ia pelo lado da linha de fundo e afunilava no meio.
No finalzinho do primeiro tempo o Galo voltou a pressionar.
Após uma sequência de escanteios o Atlético abriu o placar: aos 43 Igor Rabello
fez o desvio de cabeça e Alerrandro colocou para o fundo das redes. O assistente marcou impedimento, mas Vuaden
chamou o VAR e percebeu um toque de Toró que validou o tento.
Segundo tempo
O São Paulo voltou com alterações para o gramado do
Independência. A expectativa de Cuca é ter um meio campo mais povoado e tabelar
em alguma situação. O Atlético voltou com a mesma formação.
O Galo tinha mais a bola nos pés, mas não conseguia fazer
disso intensidade. Mas era melhor em campo. O desenho tático era exatamente
como no primeiro tempo: Cazares na esquerda, Luan centralizado, mas pouca
profundidade. Chará apagado pouco apareceu.
O São Paulo apostava nos contra-ataques. Em um deles, aos
13, Pato recebeu a bola na frente, conseguiu o drible e chutou, mas a bola foi
para fora. O Atlético tinha muito a bola, mas não criava tanto quanto era
necessário.
Com um Galo ineficaz no meio campo e pouco participativo na
frente, o São Paulo começou a gostar da partida. A equipe chegou ao empate aos
27. Em boa jogada de Nenê, que tinha acabado de sair do banco de reservas,
colocou Pato na cara do gol e o artilheiro chutou forte para superar Victor.
Gazeta Esportiva (foto: Gazeta Press/Fernando
Dantas/arquivo)
