O procurador do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD),
Targus Rigon Weska, informou, há pouco, ao Só Notícias, que até o final da
semana deve decidir por oferecer denúncia ou não sobre o inquérito de suposta
manipulação de resultado nos jogos do Operário Futebol Clube válidos pelo
Campeonato Mato-grossense da Primeira Divisão deste ano.
“O inquérito já foi concluído e estou analisando. Até o
final de semana devo ter um aparecer por oferecer denúncia ou não. Se achar que
tem fundamento vou denunciar. Posso denunciar a agremiação, o jogador ou
jogadores. Até o final de semana terei a resposta”, disse.
Se o procurador entender que não há elementos para
denunciar, o processo vai para o procurador-geral. Neste caso, o interessado
poderá recorrer manifestação no prazo de três dias. Se o procurador-geral
manter decisão contrária a denúncia, o caso será arquivado.
Quase na reta final da primeira fase do Estadual, o
técnico operariano, Parma de Oliveira, este também responsável pela direção do
clube, procurou a imprensa para denunciar que alguns de seus jogadores foram
procurados por integrantes de uma máfia especializada em apostas de jogos para
influenciar diretamente nos resultados das partidas do campeonato. Na acusação,
Parma apontou o jogador Diego, lateral-esquerdo, como o principal aliciador
dentro do elenco do Operário. O atacante Renan Romário, um dos poucos destaques
do time no torneio, teria sido procurado por seu companheiro do time, porém,
garante ter rejeitado a aderir o esquema.
A denúncia colocou em suspeitas alguns resultados de
jogos como a vitória de virada do Clube Esportivo Operário Várzea-grandense
pela segunda rodada da primeira fase do Estadual em cima do próprio Operário
Futebol Clube, que perdeu de 2 a 1.
Ao todo, o inquérito presidido pelo relator e advogado
José do Patrocínio, ouviu 14 pessoas entre árbitros, assistentes, dirigentes e
alguns jogadores do Operário Futebol Clube.
FMF
