Com Loss fora, Luxa pode surfar na velha nova onda de Luiz Felipe Scolari





Tem razão o meu amigo Fábio Piperno, um dos grandes jornalistas esportivos do Brasil: a velha nova onda voltou oficialmente ao futebol brasileiro. Felipão ganhou mais uma. E mais do que isso: mais uma ao seu estilo, sua forma de ver o jogo, na raça. O Palmeiras de Scolari se aproximou dos líderes e viu o rival São Paulo deixar a primeira colocação. Felipão, já ídolo da torcida alviverde, está em alta. Como nos velhos tempos. Engoliu qualquer desconfiança. 
A velha geração ganha força com os braços do técnico pentacampeão. Tida como ultrapassada e cafona, antes, a antiga guarda desempatou com a nova leva. De quebra, Osmar Loss – que realizou trabalho abaixo da média no Corinthians – caiu. Com ele, antes, já tinham dançado Roger Machado e Jair Ventura. A música cheia de novas palavras e discursos chatos não agradou os ouvidos dos dirigentes. O treinador precisa conhecer questões táticas, claro. Mas também precisa saber passar seu conhecimento. Convencer seu time. O caso de Scolari .
Felipão utiliza dois times no Palmeiras. Um no Campeonato Brasileiro, outro na Libertadores. Assim, mantém todo elenco motivado. Conquista bons resultados e continua vivo nas duas competições, além da Copa do Brasil. Ele tem boas peças para todos os setores e tem conseguido aproveitar. Roger Machado tinha os mesmos jogadores, mas não teve os mesmos resultados. O único jovem que recentemente levantou taças importantes foi Fábio Carille. E seguiu para o futebol árabe. Dos antigos, até bem pouco tempo, Abel Braga era um dos únicos prestigiados. Não vai assumir clube nenhum até o ano que vem. Está certo.
Luxemburgo está carregado de resultados ruins. Não ganha um campeonato importante desde 2004. De lá para cá, muita coisa mudou no futebol brasileiro. Jogadores passaram e surgiram. Estádios foram derrubados e outros nasceram. Títulos e vexames apareceram, inclusive o sete a um. A criança que nasceu em 2004, hoje, já é adolescente. E não viu Luxa ser campeão. O que é extremamente preocupante para o corintiano que ouve a possibilidade de ter o veterano como comandante do clube.
Mas Luxa pode surfar na onda de Felipão.  Scolari chegou como ultrapassado, cansado, derrotado. Tem dado a volta por cima e recriado a velha nova onda do futebol nacional. A volta dos que não foram. Resta ao Corinthians decidir se vai mergulhar nela. Porque há risco de morrer afogado. 



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