Ivan Storti/Santos FC
Processo de impeachment no Santos pode tirar o presidente
José Carlos Peres do cargo
A situação do Santos em campo pouco vai importar até sábado.
No clube, todas as atenções estão voltadas para a assembleia de sócios, marcada
para a Vila Belmiro, a partir das 10 horas, que vai definir se o
presidente José Carlos Peres segue ou não no comando do clube.
Ele e o vice-presidente, Orlando Rollo, voltaram a trocar farpas dentro e fora
da Vila Belmiro.
A semana começou marcada por muitas declarações polêmicas
onde o presidente José Carlos Peres pediu que Orlando Rollo renunciasse ao
cargo que foi eleito antes da assembleia de sócios. O vice rebateu dizendo que
Peres prometeu unir as forças políticas no Santos e conseguiu
colocando todos contra ele.
O verdadeiro motivo da votação de sábado é deixado de lado
no embate entre os dirigentes. Dois terços do Conselho Deliberativo do Santos
aprovaram pareceres da Comissão de Inquérito e Sindicância que apurou infrações
estatutárias cometidas pelo presidente José Carlos Peres.
Os sócios terão que acompanhar ou não o legislativo do clube
e como isso leva a votação o clima político tomou conta do Peixe.
Desafetos declarados, Peres e Rollo querem medir forças nas
urnas e os ataques seguem minando os sócios adimplentes e que têm direito a
voto com vídeos, áudios e reportagens que chegam a superar as campanhas
políticas para a presidência da república. Muitos sócios estão reclamando do
volume de informações e do ataque virtual dos dois lados.
O presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira,
vai comandar a assembleia de sócios e a maioria simples, 50% mais um voto, vai
decidir quem comanda o clube paulista até o final de 2020.
Recentemente quatro membros do Comitê de Gestão, órgão que
auxilia na administração, deixaram o cargo alegando que o CG não era consultado
em decisões importantes como prevê o estatuto do Santos. Enquanto
isso, no CT Rei Pelé, muita força para evitar que o clima de guerra chegue ao
vestiário.
