Agner Arthur Quintanilha, 22 anos, se prepara para três eventos da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), neste segundo semestre de 2017, o Troféu Brasil, de 07 a 08 de outubro, em Belo Horizonte (MG), o Campeonato Brasileiro Sênior, de 11 a 12 de novembro, em Lauro de Freitas (BA), e a segunda etapa da Seletiva Nacional, que é uma peneira para a formação da seleção brasileira que competirá nas Olimpíadas de 2020, em Tokyo, no Japão.
“Comecei no judô aos oito anos de idade e, atualmente, tenho 22 anos. Meu primeiro sensei foi Fábio Lemes e agora é José Prezotto. Os treinos são diários e fortes. Tenho aperfeiçoado técnicas na luta de solo, pois tem sido um diferencial. E a principal das técnicas se chama juji-gatame, que é uma chave de braço. Ela sempre surge como surpresa durante a luta”, comenta o lutador, Agner Quintanilha, nascido em Denise (208km da capital de MT) e residente em Cuiabá.
Quintanilha iniciou no judô por meio de um projeto social na cidade onde nasceu. Um projeto que começou num salão de festas, local onde as crianças eram reunidas e ocorriam os treinos, e depois mudou-se para um vestiário de um ginásio abandonado. Foi nesse recinto precário que o atleta percebeu as primeiras mudanças comportamentais, educacionais e sociais. E foi ali que a história dele como competidor deu os primeiros passos.
“Meu primeiro sensei sempre foi muito rígido. Cresci entendendo que se você não crescesse forte, a vida te derrubaria fácil. Lá eu vi a vida da molecada do projeto ser mudada através do esporte. Lá tive certeza que um dia iria retribuir tudo o que me foi feito na infância. E, graças a Deus, estou à frente do atendimento de mais de 100 crianças em um projeto social do Instituto David Moura. Meu maior orgulho é poder fazer parte da mudança da vida delas”, diz Agner.
Quintanilha, um faixa preta de 1.92m de altura e 146kg, faturou medalha de ouro na sua participação na 1ª etapa do Campeonato Mato-grossense de Judô, chancelada pela Federação Mato-grossense de Judô (FMTJ), que ocorreu de 05 a 07 de junho, em Sorriso (MT). Ele venceu o confronto final por um ippon, jogou de harai-goshi e imobilizou o adversário.
“Sempre luto em busca do ouro. Cada competição vale pontos e quem quer participar da seletiva da seleção brasileira precisa estar entre os oito melhores do ranking brasileiro. E também quero melhorar minha marca do ano passado, a qual terminei como quarto melhor judoca do país, na categoria pesado”, avalia Agner Arthur Quintanilha.
(Junior Martins/Clipping)
