Eu Atleta conheceu uma aula de bike indoor que tem formato
diferente do já conhecido spinning. No Studio 220, em São Paulo, as bicicletas
contam com sistema de câmbio e regulação iguais às usadas nos modelos de
performance. A ideia é que elas se aproximem da real experiência de pedalar,
como se o ciclista estivesse treinando numa estrada ou montanha.
Aulas coletivas de
bike simula provas de rua com controle e qualidade do indoor
– Ele foi concebida nos moldes de uma bicicleta para
ciclismo de rua e preservamos essas medidas. Tem vários modos de treinamento,
seja controlado ou de como a bike é na rua, mais livre. Além do mais, pode ser
uma escola para quem não tem experiência para pedalar – destacou o professor de
educação física Leandro Abete, reforçando que antes o aluno faz um teste de
esforço para avaliar a frequência cardíaca máxima.
Na sala, os ciclistas em ação com o telão ao fundo (Foto: Eu Atleta | Arte | fotos: arquivo pessoal)
Os dados do treino são mostrados no telão. Dessa forma, o professor pode gerenciar o perfil de intensidade para cada aluno, de uma forma programada. O sistema manda as informações em tempo real e assim tudo é observado. Durante o exercício, a carga utilizada é determinada pelo próprio programa. Já em outros momentos, o câmbio é a ferramenta usada por quem pedala para impulsionar a atividade escolhida para o dia. É uma opção para ciclistas treinarem volume sem correr riscos de assaltos ou quedas na rua, principalmente perto de competições.
– No treino controlado, nós temos muito mais qualidade. Estamos presos a valores que na rua dificilmente conseguiríamos. Consigo estipular uma cadência exata, uma frequência cardíacada adequada, trabalho no meu limiar de potência e o treino se torna eficiente. Otimizo tempo, reduzo a quantidade e ganho em qualidade – afirmou Marcelo Teixeira, treinador de ciclismo.
Ciclista confere no telão, em tempo real, o seu desempenho (Foto: Eu Atleta | Arte | fotos: arquivo pessoal)
A tecnologia permite até mesmo que o aluno simule treinar em alguma serra ou montanha que seja fora do Brasil. Isso porque a altimetria e distâncias a serem percorridas são reproduzidas com exatidão. Com um treinamento adequado e análises constantes, é possível ir verificando a própria evolução dos resultados dos participantes.
– Qualquer pessoa pode fazer essa aula e vai ter a mesma entrega que o verdadeiro ciclista teria. As aulas coletivas buscam em materiais os recursos necessários para individualizar a intensidade. Esse é o caminho daqui para frente – encerrou o professor Leandro.
Fonte: Eu Atleta

