Em abril de 2003, Diego foi novidade de Carlos Alberto
Parreira em amistoso com o México, mas teve a primeira grande chance na seleção
no ano seguinte. O então treinador deixou as maiores estrelas de fora e levou
uma equipe alternativa à Copa América, mas quem ganhou a posição de meia foi
Alex. No percurso até a Copa da Alemanha, nomes como Ricardinho, Juninho
Pernambucano, Kaká e Ronaldinho ficaram à frente dele.
No ciclo seguinte, período em que os jogadores normalmente
atingem seu ápice, Diego também não se estabeleceu. Ele foi uma das primeiras
grandes apostas de Dunga, mas de novo saiu em baixa de uma Copa América.
Titular na estreia, foi substituído e não voltou mais a ter espaço. Júlio
Baptista ganhou seu lugar e seguiu até o Mundial da África do Sul ao lado de
Kaká como os principais meias do elenco.
Quais os planos que Tite tem para Diego?
Sem participar de um jogo oficial desde um Brasil 0 x 0
Bolívia, em setembro de 2008 no Engenhão, Diego sequer teve a chance de atuar
no ciclo entre 2010-2014, mas volta pelas mãos de Tite após quase nove anos.
Ele agradou no Jogo da Amizade contra a Colômbia, em janeiro, no mesmo estádio
carioca.
Tite, cuja comissão há tempos vislumbrava observar outro
meia na vaga de Lucas Lima, teve dois facilitadores para a decisão: o meia
santista se machucou recentemente e Diego agradou contra os colombianos. Na
seleção, terá que executar uma função um pouco diferente da habitual, mais
próximo ao centroavante do Flamengo, Paolo Guerrero.
Como o Brasil atua no 4-1-4-1, ele participaria mais das
ações defensivas e teria que percorrer distâncias mais longas entre as
intermediárias, como fazem os titulares Paulinho e Renato Augusto. Uma das
hipóteses estudadas também é ter Diego da ponta para o centro, função pouco
familiar a ele e onde já há concorrentes de peso: Coutinho, Willian, Neymar e Douglas
Costa.
Fonte: Uol esportes
