O goleiro Bruno Fernandes ganhará R$ 6 mil de salário na
carteira no Boa Esporte. Esses são os vencimentos no seu contrato registrado na
CBF na última sexta-feira, sem informações sobre direitos de imagem. Condenado
em primeira instância pela Justiça por homicídio de Elizia Samudio, o jogador
pôde voltar ao futebol graças a uma decisão do STF que o liberou da prisão até
um julgamento definitivo.
O acordo entre Bruno e Boa Esporte entrou em vigor em 24 de
março e é válido até 30 de maio de 2019. Foi registrado após a rescisão com o
Montes Claros, time que manteve contrato com o jogador ainda detido.
Há uma informação de que foi assinado um outro contrato de
direitos de imagem entre as partes. Mas o blog não conseguiu confirmar esse
dado.
Pelo acordo trabalhista registrado na CBF, o goleiro Bruno
já cede os direitos de sua exposição comercial, voz, e imagem. Isso é padrão em
acordos de jogadores na confederação, mas, normalmente, os clubes retiram o
item quando vão assinar por direitos de imagem.
O contrato ainda prevê que o Boa Esporte pode suspender o
contrato caso o jogador não possa atuar por período de mais de 90 dias, nos
termos da Lei Pelé. Ou seja, se Bruno voltar a ser preso por decisão da
Justiça, o clube pode suspender o acordo sem pagar indenização. Os termos da
lei são: ”A entidade de prática desportiva poderá suspender o contrato especial
de trabalho desportivo do atleta profissional, ficando dispensada do pagamento
da remuneração nesse período, quando o atleta for impedido de atuar, por prazo
ininterrupto superior a 90 (noventa) dias, em decorrência de ato ou evento de
sua exclusiva responsabilidade, desvinculado da atividade profissional,
conforme previsto no referido contrato. ”
Outra possibilidade para o Boa Esporte é prorrogar o
contrato de Bruno em caso de prisão. Nesta hipótese, o clube pode estender o acordo
pelo período que ele não puder atuar pelo clube. Em ambos os casos isso é
padrão para contratos de jogador de futebol, e foi mantido no caso dele.
O blog tentou contato com o advogado de Bruno e com
dirigentes do Boa Esporte. Um dos cartolas do clube, Rildo, informou que só a
assessoria de imprensa poderia dar informações sobre o assunto. O advogado não
respondeu as ligações.
