Muitas pessoas ainda ficam surpresas ao ver uma gestante
fazendo exercícios. O principal temor é que a atividade física cause algum dano
ao bebê ou provoque um aborto. Mas, se você é corredora e planeja ser mãe (ou
já está grávida), fique tranquila. Com os cuidados certos, a corrida na
gravidez não faz mal algum. Pelo contrário. Dar suas passadas ao longo dos nove
meses de gestação é seguro e traz inúmeras vantagens para a futura mamãe e seu
pimpolho.
“Toda mulher que está em uma gravidez saudável pode realizar
exercícios físicos. Os principais benefícios disso são prevenção de obesidade
materna, alívio de possíveis dores na região lombar, melhora da atividade
cardiopulmonar”, destaca Maita Poli de Araújo, doutora em ginecologia e
especialista em medicina do esporte. “Além disso, por oferece interação social,
a prática esportiva auxilia no equilíbrio emocional, que sofre alterações no
período.”
A corrida na gravidez também ajuda a fazer com que o
trabalho de parto e o pós-parto sejam menos traumáticos. Motivo: as mamães de
tênis possuem um organismo mais resistente, têm mais força na região do abdome
e pélvica e ficam mais relaxadas e felizes por causa da endorfina liberada nos
treinos.
Os primeiros passos
Para as corredoras que acabam de descobrir que estão
grávidas, o passo inicial é realizar exames clínicos. “É muito importante
passar por uma avaliação médica para saber se a mulher está apta a praticar
esportes”, orienta Maita. Segundo recomendações da Sociedade Paulista de
Medicina Esportiva (SPME), gestantes sedentárias devem fazer 150 minutos de atividades
aeróbicas por semana, divididas em pelo menos três sessões, em intensidade
moderada. Já quem treina regularmente pode até ter uma carga maior e mais
intensa de exercícios, mas precisa ajustar isso com um médico. “Tanto as
sedentárias quanto as experientes na corrida necessitam da orientação de um
profissional de educação física. Ele irá definir a frequência, intensidade e
tipo de exercícios.”
Cuidados essenciais
Maita Poli de Araújo alerta que durante a gestação é
importante redobrar os cuidados com a hidratação, comer em intervalos menores,
não treinar em jejum e evitar se exercitar nos momentos mais quentes do dia.
“Nunca é demais lembrar que há um bebezinho que vai correr junto com a futura
mamãe. Ela deve respeitar a saúde dos dois e nunca ignorar as intercorrências
da gestação, como enjoos, cansaço, vontade frequente de ir ao banheiro e sono.”
O exercício deve ser interrompido e o médico consultado o mais rápido possível
em caso de sangramento vaginal, tontura, dor ou inchaço na panturrilha, diminuição
do movimento fetal, perda de líquido amniótico, falta de ar, dor no peito ou
trabalho de parto prematuro, indica a Sociedade Paulista de Medicina Esportiva.
Fonte: http://www.suacorrida.com.br
