O Mundial Feminino de Vôlei acontecerá entre os dias 29
de setembro e 20 de outubro e chega junto com a expectativa do torcedor de ver
grandes times e grandes jogos. Esse é o principal título que ainda falta
para a galeria da seleção brasileira, que já foi vice-campeã da competição por
duas vezes. Aqui reunimos tudo o que você precisa saber sobre a competição, as
seleções, grupos, formas de disputa e principais jogadoras.
SEDES
O Campeonato será disputado no Japão e as cidades sedes
são:
Yokohama: os jogos serão disputados na Yokohama Arena,
que também será palco da final. Sua capacidade é de 12 mil pessoas.
Hamamatsu: as partidas terão sede na Hamamatsu Arena, que
tem capacidade para cinco mil pessoas.
Kobe: receberá jogos na Kobe Geen Arena, que comporta
seis mil pessoas.
Nagoya: as partidas ocorrerão no Nippon Gaishi Hall, com
capacidade de oito mil pessoas.
Osaka: sediará jogos no Osaka Municipal Central
Gymnasium, que cabe até oito mil pessoas.
Sapporo: receberá suas partidas no Hokkaido Prefectural
Sports Center, que também suporta oito mil pessoas.
SELEÇÕES PARTICIPANTES
São 24 seleções participantes, divididas em quatro grupos
com seis seleções. São participantes: duas seleções sul-americanas, duas
africanas, oito europeias, sete seleções da América Central e Norte e cinco
seleções asiáticas.
GRUPOS
Os Grupos contam com seis seleções cada um, que foram
divididas através de sorteio.
O grupo A jogará a primeira fase em Yokohama, e conta com
as seleções da Argentina, Camarões, Alemanha, Japão, México e Holanda.
O grupo B tem sede em Sapporo e é composto por Bulgária,
Canadá, China, Cuba, Itália e Turquia.
O grupo C terá suas disputas realizadas em Kobe, entre as
seleções de Azerbaijão, Coreia do Sul, Russia, Tailândia, Trinidad e Tobago e a
atual campeã, a seleção dos Estados Unidos.
O grupo D entrará em quadra na cidade de Hamamatsu, e é o
grupo do Brasil. Ainda fazem parte as seleções da República Dominicana,
Cazaquistão, Quênia, Porto Rico e Sérvia.
FORMA DE DISPUTA
As equipes foram divididas em grupos com seis seleções
cada. Na primeira fase, as seleções se enfrentam dentro do grupo. Os quatro
times mais bem colocados avançam para a segunda fase.
Na segunda fase, as classificadas serão divididas em dois
grupos, com oito equipes cada. As melhores seleções do grupo A e do grupo D em
um, e as melhores dos grupos B e C em outro. As três primeiras colocadas de
cada grupo, avançam para a terceira fase.
As duas melhores equipes da segunda fase serão colocadas
em grupos distintos, que contará com mais duas seleções. A forma de disputa
segue a mesma, todos contra todos e os dois melhores avançam ás semifinais. O
jogo de disputa de quinto lugar acontece no mesmo dia de disputa das
semifinais.
A 103º e última partida da competição será a final.
AS FAVORITAS
Como em todas as competições, sempre existem as equipes
consideradas favoritas. Esse ano, algumas seleções podem surpreender e chegar
ao pódio, e outras podem não repetir bons desempenhos do passado. Vários
fatores contribuem para um time ser considerado favorito, seja retrospecto no
campeonato, desempenho nos torneios de preparação ou até mesmo desfalques.
A grande favorita a conquista é a seleção dos Estados
Unidos. Atuais campeãs mundiais, as americanas vêm com força máxima para a
competição. Diferente de seus concorrentes diretos que tiveram atletas
importantes lesionadas, o treinador Karch Kiraly teve todas as atletas a
disposição durante a preparação para o torneio. E mais do que isso, algumas
jogadoras surpreenderam pelo seu bom desempenho e garantiram espaço na seleção.
As americanas são consideradas, por muitos especialistas, o time mais completo
e equilibrado do momento.
A China, da técnica Lang Ping, sempre é favorita em todos
os campeonatos que disputa. Atual campeã olímpica, o time vê na ponteira Ting
Zhu a maior esperança de conquistar uma medalha dourada. Ainda que a China não
tenha sido dominante nos torneios preparatórios, sua treinadora é famosa por
esconder o jogo e sempre apresentar o melhor quando é pra valer.
A Itália vem crescendo de forma significante no cenário
mundial. Uma seleção jovem, renovada e com atletas que há muito vêm se
destacando nos principais torneios, casos da oposta Egonu e da líbero De
Gennaro. A equipe européia não poderá contar com a ponteira Caterina Bosetti,
que se lesionou pelo clube no início do ano. Por se tratar de um time jovem,
pode sofrer a pressão de um campeonato tão importante, mas pelos resultados
recentes, não pode ser descartada do hall de favoritas.
Já o conjunto brasileiro, não passa por um grande
momento. Favorita em tudo que disputa, a seleção bicampeã olímpica sofreu ao
longo de sua preparação, seja com lesões de atletas fundamentais, dispensas ou
peças de reposição. O momento brasileiro é de reconstrução, porém algumas
jogadoras demoraram para render. As lesões de Thaisa, Gabi e a gravidez de Dani
Lins fizeram com que a equipe não jogasse com seu melhor em todos os
campeonatos preparatórios. Natália ainda é dúvida para o mundial, já que a
jogadora ainda não conseguiu atuar com as companheiras. Mesmo diante de
dúvidas, a equipe de Jose Roberto Guimarães não pode ser deixada de lado e já
provou que pode crescer durante uma competição, mesmo em cenário adverso.
A Sérvia é a atual vice-campeã olímpica e também recebe
status de favorita. Conta com a dupla Boskovic e Mihajlovic, duas das melhores
atacantes do mundo na atualidade, para buscar o título. A volta da levantadora
Maja Ognjenovic dá um toque de qualidade e experiência a mais para a seleção do
leste europeu, que também conta com outros grandes nomes do vôlei
internacional, caso da central Milena Rasic.
AS QUE PODEM SURPREENDER
Além das seleções citadas como favoritas, ainda existem
outras equipes que podem surpreender no torneio. São os casos de Holanda e
Russia.
O tradicional e forte time russo, vêm com uma seleção que
mescla renovação com experiência. A equipe que já foi bicampeã do torneio conta
com duas atletas remanescentes do título de 2010: Nataliya Goncharova e
Evgeniya Startseva. E com jovens nomes como a ponteira Irina Voronkova, para
tentar surpreender as seleções favoritas.
Já a seleção da Holanda, também conta com grandes
jogadoras, como a oposta do Vakifbank – TUR, Lonneke Sloetjes e a levantadora
Laura Dijkema. Apesar de não poder contar com a central Robin de Kruijf que se
lesionou e não se recuperou a tempo do mundial, ainda tem um bom time que pode
surpreender e quem sabe, derrubar uma das favoritas
MAS E AS OUTRAS SELEÇÕES?
Outras seleções também podem surpreender as favoritas,
porém as chances de acontecer são menores, seja por elenco, seja
por desfalques ou por rendimento nos últimos torneios, casos de Japão,
Coréia e Republica Dominicana.
PRINCIPAIS JOGADORAS
Alguns nomes que estarão presentes no Campeonato Mundial
merecem uma atenção do torcedor. São grandes jogadoras em seus clubes e que
podem fazer a diferença por suas seleções.
Nataliya Goncharova
A aposta da seleção russa é uma das poucas jogadoras que
são campeãs do mundo. Ficou fora da seleção na VNL, mas quando retornou,
mostrou que esta disposta a conquistar mais um título mundial com a Russia.
Kimberly Hill
A americana Kimberly Hill chama atenção por sua
regularidade. Atual MVP do Campeonato Mundial, Hill chega em forma para tentar
o bicampeonato e quem sabe entrar novamente para seleção do campeonato e ser
eleita MVP pela segunda vez, já que Hill é conhecida por ganhar vários prêmios
de melhor jogadora das competições que participa.
Tandara Caixeta
Maior pontuadora das duas últimas superligas. Melhor
jogadora da competição nas duas últimas edições também. Tandara reconquista seu
espaço na seleção após o corte na Rio 2016 de forma categórica. Não há um
torcedor brasileiro que imagine a seleção brasileira sem a jogadora, que é a protagonista
dessa nova seleção brasileira.
Paola Egonu
A oposta italiana de apenas 19 anos já é conhecida do
grande público do vôlei pelos seus ataques potentes e certeiros. Chama atenção
sempre pelo número de pontos e pelo seu saque – uma das poucas jogadoras que
sacam viagem. É a principal responsável pelo sucesso dessa nova geração da
seleção italiana.
Brenda Castillo
A espetacular líbero dominicana sempre atrai as atenções
pra si. Defesa, passe, coberturas, ela faz tudo parecer muito fácil de ser
feito. É um dos pilares da seleção caribenha, que tenta surpreender e ir o mais
longe possível na competição.
Eda Erdem
A experiente central turca, chega na competição como o
maior nome de sua seleção, que é composta de jogadoras muito novas. Uma das
grandes centrais do mundo atualmente, Eda tem no seu bloqueio o fundamento de
maior destaque.
Kim Yeon – Koung
A sul coreana já é conhecida há algum tempo. Eleita a MVP
da Olimpíada de 2012, a jogadora espanta pela pontuação sempre alta e por fazer
muita diferença para sua equipe, sendo capaz de ganhar jogos fazendo 30 ou mais
pontos.
Lonneke Sloetjes
Outra oposta na lista, Sloetjes está sempre em evidência,
seja por atuações em seu clube, seja por atuações por sua seleção. Sloetjes
também é a maior esperança da Holanda de surpreender e desbancar os favoritos.
Ting Zhu
A chinesa MVP da Olimpíada de 2016, que espantou o mundo
com seu talento, vem para o mundial em busca de mais esse titulo. Atual campeã
mundial de clubes sendo eleita melhor jogadora do torneio, Zhu impõe respeito a
qualquer adversário do mundo.
JOGOS PARA PRESTAR ATENÇÃO NA PRIMEIRA RODADA
Brasil x Porto Rico – A estreia da equipe brasileira na
competição.
Dia 29/09 às 13:40hs (horário do Japão)
Alemanha x Holanda – Será interessante ver a estreia
holandesa e como se sairá também a Alemanha, que venceu o Brasil na primeira
fase da VNL, com ótima atuação de Lippmann.
Dia 29/09 às 15:40 hs (Horário do Japão)
Azerbaijão x Estados Unidos – Primeiro jogo da atual
campeã contra uma seleção que conta com a espetacular oposta Polina Rahimova.
Dia 29/09 às 16:10 (Horário do Japão)
Coreia x Tailândia – Duas escolas asiáticas de muito
volume de jogo. De um lado a ponteira Kim Yeon Koung contra todo o time
tailandês do outro lado, tentando parar seus ataques. Promessa de muitos ralis.
Dia 29/09 às 19:20 (Horário do Japão)
Agora que você já tem todas as informações necessárias em
mãos, é só fazer a pipoca, escolher sua torcida e acompanhar esse mundial que
promete grandes confrontos e um voleibol de altíssimo nível.
*Colaborou Victor Chagas de Almeida
FONTE: http://japan2018.fivb.com/
