Treinador afirma que Brasil teve
controle da partida e cita Alemanha ao declarar que trabalho de reformulação na
Seleção requer paciência.
O novo vexame acumulado no comando da Seleção Brasileira com
a eliminação precoce na Copa América edição centenária, na polêmica derrota
para o Peru por 1 a 0, neste domingo, pode significar o fim do trabalho para
Dunga. No entanto, o treinador mostrou segurança de que ficará no cargo ao
responder a única coisa que teme na vida durante a coletiva pós-jogo:
"Só temo a morte. Mais nada", declarou o treinador
da Seleção, que usou o exemplo da Alemanha para afirmar que precisa de paciência
para evolução do trabalho.
"Estamos fazendo um trabalho de reformulação. É um
trabalho que precisa de paciência. A Alemanha demorou 14 anos para chegar no
atual patamar. Estamos há dois anos realizando o nosso. No Brasil se cobram um
resultado imediato, uma pressão normal", declarou.
Dunga reconheceu também que a pressão por resultados nos
Jogos Olímpicos, que acontece em agosto no Rio, será ainda maior depois da
eliminação na competição realizada nos Estados Unidos.
"Vai existir a pressão pela medalha de ouro, porque o
Brasil nunca venceu. Quando se vem de uma derrota existe uma cobrança por
resultados, mas o torcedor viu o jogo e tenho certeza que tem o mesmo
sentimento que o nosso. Fomos eliminados não pelo futebol", declarou.
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Túlio?"
O treinador brasileiro ainda analisou o desempenho da
equipe, e elogiou a movimentação realizada durante o primeiro tempo.
"Vi muitas jogadas combinadas, a individualidade
apareceu, mas pecamos em não definir a partida no primeiro tempo. O Peru jogava
por uma bola, seja aérea ou no contra-ataque. No fim, em desvantagem, é normal
arriscar mais finalizações", analisou.
Fonte: Terra esportes
